"Se culpado", o ministro pode ser substituído, diz Murao

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O Presidente interino Hamilton Murao disse quinta-feira à tarde que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro António, poderá deixar este posto se a investigação da Polícia Federal confirmar a sua participação. no esquema com o uso de laranjas da PSL em Minas Gerais. Na quinta-feira, o assessor especial do ministro Matheus von Rondon foi preso em Brasília. No entanto, Murao pediu para advertir que Álvaro António não deveria ser linchado para "os resultados da investigação".

“Obviamente, se houver alguma falha no processo, o presidente não duvidará de seu lugar. Mas vamos lembrar que sempre que colocamos a culpa nos eventos, as coisas não funcionam corretamente.

Em Porto Alegre, Murao participou da inauguração do novo Presidente do 4º Distrito Federal (TRF-4). Após a cerimônia, ele ressaltou que o caso de prender as laranjas do PSL não causaria reflexos na articulação do Palácio do Planalto com o Congresso contra o pano de fundo das discussões sobre a reforma da previdência. "Eu não penso assim, porque ele não é responsável pela articulação política", disse o general. Ainda neste episódio, o presidente interino sublinhou que o caso será considerado após o retorno de Jera Bolsonaro do Japão.

Hamilton Morao também comentou os resultados negativos indicados pelo governo após a publicação da pesquisa do Ibope na quinta-feira. “Toda vez que você se engaja no poder executivo, realizando uma série de reformas que afetam a frente e enfrentam uma situação difícil, especialmente na esfera econômica, torna-se óbvio que o declínio na popularidade e a avaliação do governo são normais”, reconheceu ele [19659002]. O Ibope, realizado e divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou que a pontuação positiva (boa e boa) de Bolsonaro passou de 35% em abril para 32% em junho, mostrando tendência de queda. Além disso, a avaliação negativa (ruim e ruim), por sua vez, aumentou de 27% para 32% no mesmo período.

Já em um documento das Nações Unidas sobre o impacto da mudança climática, que considerou o presidente Bolsonaro um "fracasso", objetou Murao. “Na minha opinião pessoal, a ONU está perdida no tempo e em certas discussões. Por fim, Murao também ressaltou que o episódio relacionado à prisão de um militar com 39 quilos de cocaína em um avião da FAB na Espanha não risca a imagem do governo diante da população. "Este episódio é lamentável, e está claro que a equipe não tem nada a ver com a equipe do Presidente da República."

Por sua vez, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moreau, também participou da cerimônia, mas optou por deixar o TRF-4 em silêncio, sem visitar a imprensa.

Conteúdo do Estadão

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