PATRIMÔNIO CANDIDATO OU CULTURAL E TURÍSTICO? – A REPERCUSSÃO DO PLABISCITE DA ESTÁTUA DO LAMPION EM SERRA TALHAED EM 1991

0


Rostand Medeiros IHGRN

Eu sou de
uma família que foi vítima de ação cangaceiros através de um assalto
ocorreu em 1º de fevereiro de 1927, na área rural do município de Acari, em
Região Seridó do Rio Grande do Norte. Sou bisneto de Joaquim Paulino de
Medeiros, o conhecido "Coronel Quincó da Ramada", proprietário do Rajada
atacado naquele dia pela banda de Paraibano Chico Pereira e seus homens.

Desde
desde tenra idade, esse tema esteve muito presente nos diálogos familiares e em momentos
de memórias sobre a história da nossa família. Mas em 1991 meu conhecimento de
Cangaço, tema tão específico da história do Nordeste, limitou-se a alguns
filmes, artigos de televisão e alguns livros que ainda estão
na prateleira da minha casa.

Neste
Na época, até hoje, tentei aprender mais sobre Cangaço e tentei
entender por que meus ancestrais foram atacados. Mas então tudo foi muito

Foi quando aconteceu algo em 1991 que chamou minha atenção – As notícias da ocorrência de um plebiscito na cidade pernambucana de Serra Talhada, onde sua população deve decidir se deve ou não colocar uma estátua para o cangaceiro Lampião , em uma área pública do município.

A Serra Vermelha, a caminho da Passagem das Pedras, na zona rural da Serra Talhada, área onde nasceu Lampião – Foto – Rostand Medeiros

A idéia veio de uma fundação local que queria prestar homenagem ao maior bandido do nordeste, nascido na antiga Vila Bela, presente na Serra Talhada. Mas as famílias das vítimas de Lampião, algumas das mais tradicionais da cidade, rejeitaram a proposta.

Com toda a controvérsia que se seguiu, o governo da cidade local procurou realizar uma consulta pública para a população decidir sobre o caso.

Cangaço – História e Cultura do Nordeste

Morando em Natal em uma época em que a Internet ainda era limitada, tentei acompanhar o processo, inclusive através de jornais, TV e rádios. Mas a informação era difícil. Outra surpresa veio logo – O alcance da repercussão e todas as controvérsias do caso na imprensa nacional!

Os principais jornais, revistas e emissoras de televisão do Brasil colocam o assunto em pauta e a cidade de Serra Talhada foi manchete na grande mídia.

Fonte – http: //www.itribuna .com.br

Não
7 de setembro de 1991
houve o processo de votação. No final, a Justiça Eleitoral, que
envolvidos no referendo, declararam que 76% dos eleitores votaram no
“Sim”, contra 22% de “não” e 0,8% de abstenções. Mas
A estátua de Lampião, como se pensava em 1991, nunca foi construída.

Para alguns, esse voto procurou criar o uso de marketing da memória de Lampião e Cangaço naquela cidade. No entanto, era inegável que, para alguém como eu, que morou quase 600 km da Serra Talhada, esse processo despertou em mim um interesse maior em estudar e conhecer mais sobre esse assunto. Eu queria sair urgentemente da pergunta simples: "A Lapônia era um herói ou um bandido?" Um amigo sociólogo já havia me dito que "para entender Cangaço eu tive que me afastar desse discurso assustador e polarizado e sair pelas estradas serranas". Estava certo!

Casa de Dona Jocosa. Na trilha do cangaço – o sertão onde Lampião pisou. Marcio Vasconcelos. Reprodução

Não
Não era à toa que um dos primeiros lugares que viajei para fora do Rio Grande do
O norte para esse fim tem sido a área da Serra Talhada e Triunfo. Lugares
onde voltei muitas vezes, ainda quero voltar e me sair bem
amizades. E eu nem fiquei chateado quando descobri que toda essa onda de plebiscito
colocar tal estátua, foi inicialmente uma idéia da fundação para
turista vender a cidade de Serra Talhada. Parece que os resultados
positivos excederam em muito o que era desejado.

Neste
procurando saber mais e mais sobre Cangaço, não perdi nada. acabei
descobrindo muito além das polêmicas polarizadas que lidam com os sangrentos
cangaceiros brigas.

Ao lado do Sr. Antônio Belo, do Sítio Tigre, no sopé da Serra de São José, Luís Gomes-RN. Em agosto de 2009, este Senhor me deu um testemunho fantástico sobre a passagem da Coluna Prestes em sua região em 1926 e sobre a entrada da banda Lampião no Rio Grande do Norte em 1927.

as belezas e os problemas da minha região. Eu descobri a força do nosso povo, o
Nordeste, bem como as histórias do Padre Cícero e Leandro Gomes
de Barros. Descobri Canudos, o belo rio São Francisco, muito mais de Seridó e
das minhas raízes. Descobri também Luiz Gonzaga e Exu, Beato José Lourenço do
Caldeirão, Pajeú, Piancó, Missa Vaqueira de Serrita. Eu encontrei o Clementino
Quelé, Jesuíno Brilhante e Patu, a Bolsa do Jovem em São José de Princesa, a
Rota de Lampião no Rio Grande do Norte para atacar Mossoró e muito mais.

No alto da Serra Grande, onde o maior combate da história do Cangaço ocorreu em 1926.

Independente
as controvérsias envolvidas em 1991, o resultado da votação, a idéia de
quem ganhou e quem perdeu com a eleição, ou se a imprensa manipulou
afetar negativamente o referendo ou as consequências para a política local,
turismo da região e a identidade da cidade da Serra Talhada, acho
esse evento eleitoral, que em breve fará 30 anos, teve o maior mérito
colocar uma comunidade nordestina inteira debatendo sobre uma determinada figura
histórico e um período de sua história.

Foto colorida de cangaceiros. Feito de um original em preto e branco, é uma arte do professor Rubens Antonio, que faz um trabalho requintado nesta área.

Não
Eu sei se esse tipo de situação que ocorreu na Serra Talhada foi um episódio sem precedentes
no nordeste e nem sei se houve nesta parte do Brasil outros debates sobre
temas históricos que geraram tanto movimento. Então eu acho que vale a pena
Vale comentar e lembrar o que aconteceu no sertão de Pernambuco em 1991.

Bom trabalho do mestre Aprigio de Ouricuri, Pernambuco, fotografado na Cowboy Shop em Caruaru – PE – Foto – Sérgio Azol.

Eu concordo
quando dizem que a memória de um lugar não é tornar-se mercadoria barata e
nem ser mercantilizado. Mas não consigo esquecer que não era apenas
na cidade de Serra Talhada, que Lampião foi transmutado de bandido em patrimônio
cultural e turístico. Um exemplo está no meu Rio Grande do Norte. Mesmo sem
plebiscito, a cidade potiguar de Mossoró também buscou um uso cultural
e turista em relação à memória do ataque sofrido pela banda Lampião em 13
Junho de 1927. Esta iniciativa até hoje é um sucesso!

Combatentes de Mossoró em junho de 1927.

Por
hoje em dia, brincando com meus papéis velhos, amarelados e preciosos
história da minha região, encontrei uma página do Jornal do Brasil, do Rio de
Janeiro, o que chamou minha atenção na época. Eu avanço para aqueles que
saiba mais sobre o tema Cangaço que a jornalista Leticia Lins fez de escorregões
em relação à história de Lampião. Mesmo assim, decidi transcrever para o
TOK HISTORY lê este texto, para trazer um pouco da efervescência que
envolvidos no plebiscito em 1991.

A LAMPION STATUE AWARDS AMOR E ÓDIO NA
SERTÃO

Texto – Letícia Lins

JORNAL BRASILEIRO, domingo. 11 de agosto,
1991, Primeiro Caderno, página 17.

Y E R
RA A L A D A. PE – “Nem herói nem bandido são história. Diga sim ao Lampião ”.
Petista, fã de Karl Marx. Che Guevara e Fidel Castro, ator Anildomá Williams,
autor da inscrição de graffiti nas paredes principais da Serra Talhada, já decidiu:
em uma roupa azul, adornada com um lenço vermelho,
chapéu de couro e sandálias rústicas, fará uma urna para nenhuma outra
Virgulino Ferreira, o famoso Lampião, em um plebiscito no dia 7 de
Setembro, nesta cidade do interior, a 497 quilômetros de Recife.

O plebiscito,
coordenada pela Casa de Cultura Serra Talhada, tem um objetivo simples:
consulte a população para descobrir se Lampião, o filho mais polêmico do planeta,
direito a estátua na praça pública da cidade a partir da qual ele deixou quase menino para
o cangaço e a fama. A iniciativa move pessoas como Anildomá, divide os 100
mil habitantes da Serra Talhada, suscita polêmica nas cidades vizinhas,
provoca raiva editorial em jornais de Pernambuco, Bahia, Alagoas e conseguiu
uma enxurrada de cartas para a Casa da Cultura, algumas de estados distantes, como o
Pára. Não por menos: agitador do início do século, homem sem medo que
enfrentou a polícia e os coronéis de sete
estados do nordeste, em meio a trilhas pelos espinhos da região
caatinga, Lampião ainda hoje desperta ódio e paixões. É considerado uma feira
pelos compatriotas, às vezes, como um demônio. Outros, como um deus.

Lampião e sua banda…

Cinqüenta
e três anos após sua morte, seus compatriotas falam dele como uma lenda viva, e
não oculte a expectativa antes do referendo, o resultado ainda
imprevisível, com muitas pessoas a favor, muitas contra e quase ninguém neutro.
Pesquisa mensal do jornal Courier of the Valley ,
onde nem votos brancos nem nulos foram contados, mostrou que 55,06% dos
a população apóia a estátua, enquanto 4,94% se opõem a ela.
Não há necessidade de apelar para os números. Um circulado pelo fórum, igreja, praças
e sites mostra que a divisão está em toda parte, mesmo em
Prefeitura. “Eu tenho oito secretárias e apenas duas estão contra a estátua porque suas
famílias foram perseguidas por Lampião ”, diz o prefeito Ferdinando Feitosa
(PFL), sem esconder um elogio rasgado ao cangaceiro: “Mais de um
bandido, ele era um produto de seu tempo, pisoteado e maltratado por
agricultores vizinhos ricos ”. Defensor ardente da estátua
O vice-prefeito Giovani Santos de Andrade Oliveira diz que os motivos
que empurraram Lampião ao cangaço ainda fomentam inimizade no
Nordeste; “Terra e honra no interior se tornaram uma questão”, justifica. Ambos receberam
luz verde do principal líder político da cidade, o deputado federal Innocent
Oliveira (PFL-PE), para apoiar a reivindicação.

FOTO – Sérgio Azol.

Com rifle na mão – Lampião é
história, só fez a história de forma diferente, rifle na mão – diz
Tarcísio Rodrigues, presidente da Casa da Cultura e organizador do plebiscito.
A consulta popular já despertou o protesto do juiz José Machado de Azevedo, que
promete lavar as mãos; – Uma estátua de Lampião é um pedido de desculpas pelo crime. – Diz
que seu desempenho será limitado às urnas virgens minguantes
consequências imprevisíveis, diz ele.

Está ruim
exaltá-lo em uma terra onde andar com um revólver na cintura ainda é um símbolo de
status e demonstração do machismo. 0 promotor Euclides Ribeiro de Moura Filho,
Ceará que anda com uma cópia da certidão de nascimento de Lampião em
bolsa, discorda do juiz: – Você não pode olhar a figura de Lampião apenas à luz
da direita. É necessário considerar o momento histórico em que ele viveu,
quando os volantes da polícia que enfrentavam o sertão também despertaram o
medo na população – fecha o representante do Ministério Público.

Um sertanejo nordestino, seu filho e seu burro com os caçuás – Fonte -http: //portaldoprofessor.mec.gov.br

Lampião – Da luta com o Nogueira para
cangaço

“Cabra
que mereciam morrer no final do rifle e não na covardia ”, para o
o ex-meia defensivo Luis Flor, que lutou contra seu cangaço por quatro anos;
"bom menino. Mas louco", pelo padre Cicero Romão e um "príncipe",
para Antonio Silvino, um cangaceiro que por quase duas décadas reinou absoluto
no sertão, Virgulino Ferreira era o terceiro filho de oito irmãos, cinco
homens e três mulheres. Nascido em Serra Vermelha, antigo município
de Vila Bela, hoje transformada em Serra Talhada.

Como todos os pequenos donos do sertão de Pajeú, o patriarca José Ferreira e sua esposa viviam do plantio de milho, feijão e gado. A produção foi alternada; foi colhida nos bons anos de inverno e tudo se perdeu durante a seca. Mas isso não desencorajou Ferreira, principalmente Virgulino. Vendo a fazenda destruída, reuniu catorze burros e contornou as estradas poeirentas do interior, vendendo mercadorias de cidade em cidade, retornando com cestas vazias de caipu, mas com bolsos cheios. A profissão ainda hoje é conhecida no Sertão e tem dois nomes: drover ou almocreve.

Por
por isso, desde que o menino Lampião começou a chamar a atenção dos pais,
vizinhos e os sete irmãos. Pouco a pouco ele estava mostrando outras habilidades, não
Apenas um bom comerciante. Artesanato em couro, principalmente arreios
equitação e vendido em feiras. Foi um pequeno episódio, comum no sertão,
onde qualquer besteira se torna uma questão de honra que fez tudo mudar,
Segundo, eles lembram hoje não apenas os Ferreira, mas os Nogueira, o clã inimigo.

Zé Saturnino – Arquivos do autor

Chocalhos – Ferreira e Nogueira eram vizinhos.
Um parente do Nogueira, José Saturnino, era "rancoroso"
quando viu que o gado Ferreira andava na caatinga com alguns chocalhos
linda, dourada, comprada em Juazeiro do Norte, Ceará. Até então, todo mundo
os chocalhos que chegaram à fazenda da Serra Vermelha eram pretos e sem graça. No
sertão – onde o gado é criado sem caneta – o chocalho funciona como um meio de
o vaqueiro localiza bois, vacas e cabras. Saturno amassou o chocalho do gado
Ferreira, que perdeu bois e vacas. Para não ficar atrás, os Ferreiras
eles deram troco, esmagando chocalhos do gado. Saturnino não gostou; tampou o
O cavalo de Virgulino. Virgulino cortou a cauda das vacas de Saturnino. A luta
cresceu e o juiz de Vila Bela forçou o Ferreira a se mudar. Eles foram morar em
Distrito de Nazaré, hoje Carqueja, com uma condição; nem visitaram a Serra Vermelha,
nem mesmo Saturnino entrou em Carqueja. Saturnino quebrou o acordo e o Ferreira não
gostei.

fazendo tumultos em Carqueja. Eles foram forçados a se mudar, desta vez para
Alagoas, onde um amigo de Saturnino – a seu pedido – matou o pai de Virgulino
e feriu um irmão. Virgulino decidiu se vingar. Ele se juntou ao bando de
cangaceiro Sinhô Pereira e depois começou a atuar por conta própria com
próprio bando. Seu poder cresceu, ele era temido até pelos governadores.
Em 1926, ele até propôs ao governo de Pernambuco dividir o estado em dois: o
capital seria a administração da costa, enquanto ele reinaria sozinho no
Sertão. De fadiga a fadiga, Lampião acabou tendo a cabeça
prêmio por 50 contos de réis. Em 1938, sua banda foi desarticulada, ele e seus companheiros
foram abatidos e suas cabeças exibidas em uma praça pública.

Vote a favor do compadre

tem 92 anos, quase não anda, não gosta de falar muito, mas há um assunto que sempre
a emoção e sobre a qual, dependendo da disposição e da saúde, continua por horas:
a vida e a morte do camarada Virgulino Ferreira, seu querido Lampião. Ela quer
mais é ver sua estátua na praça principal da cidade, ou no topo da montanha
mais alto da montanha que dá nome ao município.

– Não
eles colocaram a estátua do padre Cícero em Juazeiro? Por que não Lampião aqui? Ele
não era tão bom quanto o padre Cícero – diz Speciosa Gomes de Luz, que nunca
apareceu em um jornal, revista ou mesmo ouvido por sociólogos, antropólogos, que
geralmente derrama ciências e bolsas de estudos no Cangaço. Para ela, Lampião não passou
“Ele tirou daqueles que tinham muito a dar para aqueles que não tinham
um pouco ". Ele diz que costurava para o bandido e a gangue, e que ele
nunca usou a amizade para pedir uma redução nos preços das roupas: “Ele
pagava muito bem, e ainda dava os retalhos para fazer shorts para os meninos. ”

Lampião

Speciosa
guarda boas lembranças de Cangaço: “Quando Lampião chegou com sua banda, foi
uma festa, os pais confiaram, deu às meninas os meninos para dançar com eles,
e Lampião nunca desencontrou nenhum ”.
Mostra que os volantes – forças policiais do governo que lutam contra o
cangaço – despertou mais medo e foi mais violento que os cangaceiros; "Quando
eles vieram, fizeram incêndios, acabaram com tudo. Relatórios que muitas vezes
Lampião deu dinheiro para quem não tinha – Para festa de casamento, batizado e até
comprando terras – e diz que não chorou ao saber de sua morte:
decapitado, não adiantava chorar. Eu só rezei por ele. ”

A marca de bala testemunha contra

Louis
Alves Nogueira tem 86 anos, caminha com dificuldade, com a ajuda de UMA cana,
Ele não pode mais ver através de um olho e tem alguns lapsos de memória. Mas há um fato que
testemunhou 65 anos que ele lembra com a nitidez de um filme colorido; o
invasão da fazenda Serra Vermelha por Lampião e sua banda, quando as nozes
reagiu a tiros contra os cangaceiros em uma luta sangrenta que durou sete
horas.

– Eles estragaram tudo, queimaram a casa de
fazenda, queimou o gado era tudo uma carniça – conta, na casa grande
Fazenda Serra Vermelha, que ainda possui perfurações de
bala da época, e que mantém os torrões de resistência como troféus de resistência.
argila deixada pelo ataque de fogo em sua residência. Domingos, filho de Louis,
está contra a estátua de Lampião na Serra Talhada: “Por que não a do padre Cícero?
Ele pergunta, que geralmente visita o túmulo do avô de seu pai, morto no dia de Lampião
26 de fevereiro de 1926.

Aquele
foi o resultado do retorno do cangaceiro às terras das quais ele praticamente
expulso pela influência do agricultor José Saturnino nos anos 10.
O patriarca José Ferreira e seus oito filhos foram forçados a se mudar para
Nazaré hoje distrito de Carqueja, município de Floresta. Depois de,
mais uma vez tangenciados em Alagoas, onde o tenente José Lucena – amigo de
Saturnino – matou o pai e feriu um amigo de Lampião. Foi a última gota. Virgulino,
que já havia se juntado à banda de Sinho Pereira, outro histórico
cangaceiro, e jurou ter a pistola como advogado – por não ter encontrado
quem o defendeu nas questões fundiárias da Serra Talhada decidiu se vingar.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.