MERCOSUL e União Européia firmam acordo de livre comércio

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O MERCOSUL e a União Européia concluíram na sexta-feira, 28 de outubro, negociações para um acordo entre os dois blocos, segundo duas fontes do governo brasileiro, informa o jornal O Estado de S. Paulo.

O tratado, que cobre bens, serviços, investimentos e compras governamentais, foi discutido por europeus e sul-americanos por duas décadas.

A última rodada de negociações foi iniciada por especialistas técnicos. Na semana passada, o acordo entre o Mercosul e a União Européia é um marco importante: a União Européia e o Mercosul assinaram um acordo conjunto com a União Européia (UE). Este é o segundo maior tratado assinado pelos europeus – é inferior apenas ao assinado com o Japão, segundo os membros do bloco, e o mais ambicioso, já assinado, MERCOSUL, que une Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O acordo permitirá concluir um acordo maior. parte dos produtos que serão vendidos entre blocos de tarifa zero. Haverá uma programação para isso acontecer. Os europeus cancelarão as tarifas mais rapidamente, mas manterão cotas de importação para alguns tipos de produtos agrícolas. Para o Mercosul, pode levar uma década para redefinir uma parte significativa das alíquotas.

Vinte anos de negociações

As negociações sobre o acordo começaram em junho de 1999. A troca de propostas deve ser feita em 2004, mas os dois lados ficaram desapontados e as discussões foram interrompidas em breve. As negociações foram retomadas em 2010.

Desde então, houve confrontos e resistência do Mercosul e da União Européia. Em 2016, os dois blocos novamente trocaram propostas, e neste ano se formou a opinião de que muito pouco é necessário para um acordo bem-sucedido.

Para a rodada final, o governo brasileiro enviou o chanceler Ernesto Araujo, ministro da Agricultura, a Bruxelas. Theresa Cristina e Marcos Trojo, Secretário Especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

O clima era otimista, e o Brasil se preparava para anunciar um resultado favorável na noite de quinta-feira. No entanto, de acordo com uma fonte próxima às negociações na Bélgica, muitos detalhes relativos ao setor agrícola ainda não foram resolvidos.

O clima mudou em alguns momentos, e surgiram tensões entre os negociadores, disse essa fonte. No entanto, esta sexta-feira conseguiu chegar a um consenso.

Conteúdo do Estadão

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