LUIZ SOARES, EXEMPLO DE EDUCADOR | HISTÓRICO – MEDOSTAL ROSTAND

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Autor – Raimundo Nonato da Silva – Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN

Originalmente publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, edição 70, páginas 25 a 30 , Ano de 1980.

AVISO – History Tok Blog Nota – Quando este texto foi transcrito, foram adicionados parágrafos e fotos que não existiam no material original.

Luiz Correia Soares de Araújo (1888-1967) foi o orador da primeira turma de formandos da Escola Normal de Natal (1910). Uma vocação notável como educador que foi projetada ao longo de sua vida. Um homem simples e austero, perseverante e dinâmico, digno chefe de família, ele se tornou, acima de tudo, o insuperável paladino do escotismo na terra potiguar. Dificilmente lutou com o jogo, o alcoolismo, o fumo e todos os males que poderiam comprometer o futuro da juventude.

Seus pais eram primos. Pedro Soares de Araújo (1855-1927), também azueano, do Soares de Macedo, próximo à Serra da Estrela, (Vila do avô), próximo a Coimbra, e da ilha de São Miguel (Ponta Delgada), nos Açores, tenente-coronel da Guarda Nacional, um político muito habilidoso e influente, ocupou o cargo de Inspetor do Tesouro do Estado (Secretário do Tesouro) por mais de vinte anos e, em várias legislaturas, o mandato de deputado estadual, quase sempre integrando a Junta da Assembléia. Ela, Ana Senhorinha Soares de Araújo (1855-1941), de Pereira Monteiro, da Serra Negra do Norte, onde nasceu, também parente próximo de Saldanha e Dantas, o último da Serra do Teixeira, na Paraíba.

Luiz Soares, como diretor e professor, iniciou atividades no Grupo Escolar Martins Almino Afonso (1911) e foi afastado no ano seguinte para Açu, cujo patrono, tenente-coronel José Correia de Araújo Furtado (1788 1870), seu bisavô , fazia parte do Conselho Provincial do Governo Provincial após a Independência (1823). No entanto, o destino do jovem mestre estava no bairro de Alecrim, criado na capital em 1911 e ao qual passou a dedicar cinquenta e quatro anos de suas múltiplas atividades, sempre no Grupo Escolar Frei Miguelinho, aberto em 21 de abril 1913 e só teve que sair no dia de sua morte, em 13 de agosto de 1967, com o estabelecimento já transformado em Instituto Padre Miguelinho. Por tanto tempo, a permanência ininterrupta, no cargo de Diretora, na mesma escola pública, talvez seja o único caso no Brasil. A princípio, com ele ensinaram as professoras Natália Fonseca, Carolina Wanderley e Beatriz Cortez. As aulas começaram às 10 e terminaram às 14 horas. O porteiro foi o poeta Antonio Glicério. Luiz Soares estava chegando de jumento do pequeno sítio de Taba-Açu, na rua Apodi.

Rosemary Line Tram, fotografado no final de 1942, pelo oficial da USAAF Robert C. Henning. Fonte – Livro que eu não sou um herói – A história de Emil Petr, de Rostand Medeiros, 2012, p. 92

Como era Rosemary nos primeiros dias?

O bairro começou em Baldo, um reservatório de águas que descia do Barro Vermelho, através da floresta de Passagem. De lá, seguiram para o Oitizeiro, dentro da Usina, comandada pelo mecânico alemão Johann Bragard, localizado em frente a Santa Cruz da Bica. Poucas ruas e casas. Além, amplas avenidas numeradas, cheias de pasto e se estendendo, quase desabitadas, em direção ao Tirol. Havia o Cemitério Público, inaugurado em 1856, o Isolamento da Misericórdia (Hospice de Alienados), cuja construção havia começado em 1882 e a Escola de Aprendizes de Marinheiros, que começou a funcionar em 1908. Com o tempo, a eletricidade chegou aos prédios. e a água corrente. A linha de bondes demorou um pouco. Lâmpadas e lâmpadas iluminavam as casas. Aqueles que não tinham poços ou poços no quintal tentaram obter água de fontes públicas, junto com os poucos cata-ventos. Ao quilômetro, seis dos trilhos da Great Western operavam, em edifícios adaptados, o isolamento de São João de Deus, para tuberculose, e o isolamento de São Roque, para varíolos. A pequena igreja de São Pedro, na Praça Pedro Américo (hoje Pedro II), foi ampliada e elevada após a criação da Paróquia em 1919. O padre alemão Fernando Noite, da Ordem da Sagrada Família, vigário local, promoveu até um esforço conjunto nas tardes de domingo, quando, para as obras, muitas pessoas, inclusive meninos, buscavam tijolos e ladrilhos da linha férrea e subiam a rua Silvio Pélico.

E os principais habitantes do bairro na época?

No Barrro Vermelho, composto por locais de muitas árvores frutíferas, algumas com água corrente, pássaros cantando em todos os lugares, locais privilegiados para os melhores piqueniques e festivais de junho, residia o juiz federal Meira e Sá, tenente João Bandeira de Melo, batalhão de segurança; o comerciante Joaquim das – Virgins Pereira; O major aduaneiro Carlos Policarpo de Melo, secretário do Tesouro Estadual João Fernandes de Campos Café, também pastor protestante; a família Melo, de Augusto Severo, e outros.

Na atual praça Pedro II, à direita: Os comerciantes Alfredo Manso Maciel; José Antonio Fernandes e Isidro José da Rocha, os proprietários Elpídio Estelita Manso Maciel (Esteio Manso) e Pedro Joaquim Lins; funcionários federais José Augusto da Fonseca e Silva e José Ildefonso de Oliveira Azevedo; o inspetor da Inspecção Geral de Higiene (Secretaria de Saúde Pública) Antônio Cavalcanti de Albuquerque Maranhão (Cavalcanti Grande); à esquerda: Traders Clínio e Teódulo Sena e Francisco Antônio Fernandes; Capitão Joaquim Andrade de Araújo, do Batalhão de Segurança; o pistonista José Alves de Melo, sacristão Francisco Antônio do Nascimento, mais tarde comissionado pelo exército (tenente Chico); O tenente João Alexandre de Vasconcelos (Joca de Xandu), que lutou em Canudos; Juiz Hemetério Fernandes Raposo de Melo, cuja casa foi posteriormente ocupada pelo inspetor de consumo José Ribeiro de Paiva.

Na rua Boa Vista, no centro da qual havia uma enorme barreira: o tenente Inácio Gonçalves Vale do Batalhão de Segurança e o comerciante João Andrade. Na rua General Fonseca e Silva: o oficial de justiça Abílio César Cavalcanti, mais tarde vice-deputado da Capital e juiz do Interior, e administrador do hospício, Candido Henrique de Medeiros, que fundou a conferência em 19 de julho de 1914. de São Pedro, dos vicentinos e presidiu-a até quase o fim de sua vida. Cândido Medeiros (Seu Candinho), à frente dos confrades, prestou grandes serviços à pobreza de Rosemary e ensinou à noite, durante algum tempo e sem remuneração, em uma das salas do Grupo, e talvez tenha sido o primeiro curso no estado da alfabetização de adultos. Em sua residência, seu filho Lauro, com alguns meninos do bairro, fundado em 1917 e presidia o Alecrim Futebol Clube. As equipes treinaram e jogaram inicialmente em um campo improvisado, em um local para um novo cemitério, próximo à capela de São Sebastião, na Baixa da Beleza (Rua Coronel Estêvão). O principal goleiro foi o aluno João Café Filho, futuro presidente da República.

Na America Street: João Antônio Moreira, Carteiro, que organizava e ensaiava, no quintal, anualmente, para o Carnaval, o Bloco Alecrinense, que todos chamavam de A Maxixeira porque seus foliões desfilavam como quitandas; Faustino de Vasconcelos Gama, administrador do Cemitério, que costumava exibir Bumba-meu-Boi e Congos em frente à casa para festas de Natal, como Pastoril ou Lapinha, Boi de Bonecas e João Round foram apresentados em locais ou salas.

Na Rua Borborema: Irmãos José e Francisco Martins Pinheiro, funcionários do Tesouro Estadual; os comerciantes Vicente Barbosa, João Luiz de França, Bento Manso Maciel, Luiz Rogério de Carvalho e Genuíno de Sousa Menino; o líder João José da Silva (João Ponche), da Liga dos Trabalhadores Artísticos, da Cidade Alta; e a sargento-enfermeira da Marinha do Serôa da Mota, que realizou sessões de espiritismo na residência.

Na rua Amaro Barreto: os comerciantes Antonio Jeremias de Araújo e Manoel Firmino e o notário Miguel Leandro, que ensaiaram o melhor fandango natalino em seu lugar e o levaram, nas férias, com Nau Catarineta, a uma grande plataforma no praça atual Gentil Ferreira. Cosme Ferreira Nobre, um oficial de justiça, montou uma assembléia de pentecostistas nesta rua. Havia pontos em torno do chamado Jogo dos Bichos, que em Natal não eram considerados delitos criminais.

Região do bairro de Alecrim, perto da Praça Gentil Ferreira – Fonte – rnblogprog.wordpress.com

Na Rua Coronel Estêvão, a mais extensa: Juiz Antonio Soares de Araújo, então Juiz da Capital, que, carente de médico no bairro, fornecido todas as manhãs, às suas custas e gratuitamente, por anos. Doses de homeopatia para os pacientes sem recursos que o procuravam; Canon Stephen José Dantas, professor do Atheneu Norte-Rio-Grandense, que também colaborou nos atos religiosos da Paróquia; o contador Manoel Pinto Meireles, os poetas Damasceno Bezerra e Manoel dos Santos Filho; O capitão Felizardo Toscano de Brito (que voltaria a morar em Alecrim como reserva geral), Mário Eugênio Lira e José de Vasconcelos Chaves, secretário municipal e tesoureiro; a viúva Adelaide Fonseca (as quatro últimas na faixa conhecida como Alto da Bandeira); os comerciantes Manoel dos Santos Morais, Francisco Gorgônio da Nobrega, Francisco das Chagas Dantas (Seu Chaguinhas) e Antonio Ferreira da Silva (Tota de Chicó), os últimos três organizadores da Rosemary Fair.

Na Avenida Alexandrino de Alencar: Coronel Manoel Lins Caldas, ex-comandante do Batalhão de Segurança (hoje Polícia Militar); Professor José Elídio Carneiro, da Marinha; o comerciante Sandoval Capistrano e o tesoureiro do Correio Geral, Pedro da Fonseca e Silva, que também atuou como chefe de polícia livre do bairro. Havia também a delegacia.

Na rua Silvio Pélico: o funcionário da alfândega Antonio de Araújo Costa. Em uma casa próxima à Escola de Aprendizes, os marinheiros viviam o comandante Antonio Afonso Monteiro Chaves, que matriculou seus filhos no grupo escolar, assim como aqueles que serviam naquele estabelecimento militar. Os pequenos cariocas, alguns mais avançados e esclarecidos, eram ouvidos com grande curiosidade pelos colegas do bairro sobre as coisas do Rio de Janeiro. As noites eram tão calmas que os arredores do Grupo podiam ser ouvidos com freqüência pelo anel de vinte e duas horas de silêncio da corneta do Esquadrão de Cavalaria no Tirol (Avenida Hermes da Fonseca). É o alecrim dos primeiros dez anos de sua criação, o bairro que o professor Luiz Soares, educando gerações, via diariamente, há mais de meio século, crescer e progredir.

Escola de Aprendizagem de Marinheiros de Natal

Naquela época, a caminhada mensal da escola, para que os alunos aprendessem a amar a natureza melhor, às vezes era conduzida pela Avenida Alexandrino em direção à Lagoa Enforcado ou Lagoa Seca. Um dia muito feliz para professores e discípulos. O próprio diretor do Grupo organizou, com carinho especial, anualmente, duas celebrações – o Festival da Árvore e o Festival das Aves. Vários estudantes no dia anterior, armados com gaiolas e alçapões, percorreram os bosques de Red Clay e Réfoles para apanhar pássaros, que foram felizes para a libertação na manhã seguinte, quando os estudantes, sob a regência de Carolina Wanderley. entoaram o Hino aos Pássaros. A pobreza dominava os estudantes. Eles não conheciam o Papai Noel. Também não havia almoço escolar do governo. O curto período de recreação, dentro de casa, teve a supervisão benéfica dos inspetores estudantis, Laurentino Ferreira de Morais (falecido como coronel da polícia militar) e Maria Elisa Pinto Meireles. Tampouco era a prática primária da prática esportiva organizada. Muitos aprenderam a nadar longe de casa à tarde para tomar banho na maré nos Réfoles. Outros começaram no futebol na via pública com bolas de meia, ou adquirindo, em clubes, bolas de couro já inúteis, cheias de bexigas de boi obtidas no Matança (Matadouro Público), situado próximo à grande curva da cidade. ferrovia em Oitizeiro. Aqui e ali, com grande dedicação, o diretor e os professores conseguiam entretenimento gratuito para os discípulos.

Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, criador de escoteiros inglês – Fonte – wpsess.octhium.com.br

O grande ideal do professor Luiz Soares sempre foi ver o escotismo em todo o país. , como lhe parece a melhor escola de preparação moral e cívica para crianças e jovens. Foi também o que ele procurou demonstrar no Catete em 1922, quando recebido em audiência pelo Presidente Epitácio Pessoa.

Henrique Castriciano de Souza na década de 1930.

Inicialmente, ele participou com Henrique Castriciano e Monteiro Chaves em 1917 na fundação da Associação Brasileira de Escoteiros do Rio Grande do Norte. Foram necessários cerca de trinta alunos de seu grupo escolar. A entidade nem sequer completou dois anos de operação. Por esse motivo, ele fundou, em 14 de julho de 1919, a Rosemary Boy Scout Association, agora incorporada à Regional de Escoteiros.

Frente do prédio da Rosemary Boy Scout Association.

Havia um antigo chalé coberto de zinco na atual praça Pedro II, esquina da Rua Soledade, usada para uma fábrica de redes e depois para um cinema onde o futuro maestro Waldemar de Almeida atuava como pianista. Pois nasceu a Associação naquela manhã brilhante de 1919. Setenta e cinco escoteiros, quase todos os alunos do Grupo Escolar, desfilaram pelas ruas do bairro e assistiram à missa na Igreja de São Pedro, comemorando a assinatura do armistício, após a Primeira Guerra Mundial.

A Rosemary Boy Scout Association teve enorme prestígio em Natal na década de 1920, onde era comum receber visitantes ilustres, como no caso desta imagem, quando a tripulação do hidroavião brasileiro JAHU em 1927.

Professor Luiz Soares obteve do governo Ferreira Chaves a construção dos salões do Grupo ao lado da Rua Coronel Estêvão e o instrumental de uma banda musical de dezesseis dígitos, conduzida por José Gabriel Gomes da Silva (pistonista), funcionário dos Correios e pelo Sargento Manoel Florentino de Albuquerque (clarinetista), então inspetor do Tesouro. As aulas teóricas de música começaram em 2 de maio de 1918 e já em 15 de outubro essa banda escolar (a Charanga do Alecrim) estreou fazendo o alvorecer do Natal do governador, em sua residência oficial, a praça Pedro Velho.

Apesar dos inúmeros serviços prestados ao Rio Grande do Norte, acredito que o escotismo foi para o professor Luiz Soares algo a que ele se dedicou com mais sinceridade e atenção.

1920, do Curso Complementar, noite, inclusive para adultos, sendo inicialmente designado para a cadeira de Geografia e História do Brasil. Os demais eram governados pelos professores Israel Nazareno de Souza (português), Francisco Ivo Cavalcanti (aritmética) e Anísio Soares de Macedo (francês). Ele também trabalhou no grupo, naquele governo, em uma escola profissional. Ele também obteve que, no frei Miguelinho, a quinta-feira era considerada dia escoteiro, terminando as aulas ao meio-dia. O pavilhão nacional foi erguido no início, com Charanga tocando o Hino à Bandeira, cantado pelos estudantes. As áreas e os salões do grupo foram ocupados à tarde pelos exercícios de escoteiros, que desfilaram na estrada pública precedida pela banda de música e pela banda. Mais tarde, a bandeira foi baixada ao som do Hino Nacional e Luiz Soares deu uma palestra sobre moral e civismo.

Escoteiros em solenidade

Mas não foi apenas o bairro de Rosemary que absorveu as atividades do grande educador. Em 1927, reorganizou, sob outra denominação, a Liga Desportiva Terrestre do Rio Grande do Norte, tendo sido eleito presidente da nova entidade. Esse trabalho frutífero levou o presidente Juvenal Lamartine, seu parente e amigo, a construir, em 1929, no Tirol, o estádio que mantém o nome desse chefe de governo. No mesmo ano, ele concedeu a Luiz Soares, no Dia do Professor, a Medalha de Honra ao Mérito. Havia elementos frustrados na vida que até o chamavam de "amigo de todos os governos".

Aspectos da arquibancada do Estádio Juvenal de Lamartine em sua inauguração.

Mas, na verdade, Luiz Soares não se perguntava, não era político, viveu e morreu pobre. Só explicou na época que nenhuma empresa educacional em um ambiente pobre poderia esperar sucesso completo sem a cooperação decisiva dos governos. Esse desapego pessoal e a probidade do professor dedicado também mereceram reconhecimento e admiração dos revolucionários de 1930.

Vitorioso, o movimento nacional da Paraíba quis indicá-lo para o magistério federal para dirigir a Escola de Aprendizes de Artesãos de Natal (hoje Industrial High School). Não obstante as grandes vantagens pecuniárias sobre os escassos salários do magistério estadual, ele recusou gentilmente o lembrete honroso de pedir apenas permissão para continuar seu trabalho em Rosemary.

Vinte anos depois, na esperança de colher maiores benefícios para a comunidade e, a fim de atender aos apelos insistentes de alguns ex-alunos, ele concordou em concorrer às eleições para o Vereador. Seus colegas, em honra significativa, o elevaram ao prefeito. A experiência, no entanto, não o satisfez. Ele parou de concorrer a cargos políticos.

Luiz Soares foi um dos fundadores da Associação de Professores e pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, à Academia Potiguar de Letras e ao Conselho Estadual de Educação e Cultura. Cooperou no Instituto de Proteção e Assistência à Criança e outras organizações educacionais, sociais e esportivas. Daí surgiu a criação das Faculdades de Odontologia, Farmácia e Direito, tendo participado de atividades voltadas à instalação e operação dessas escolas superiores. Um cidadão verdadeiramente útil para a comunidade natalina.

Em suas incansáveis ​​obras, ele viajou para Roma a convite de seu filho Pedro Segundo, em 1950, procurando localizar e movimentar o processo de beatificação do Vaticano pelo padre João Maria Cavalcanti de Brito, apóstolo da caridade, o vigário inesquecível. da catedral de natal.

Cuidou da assistência médica do hospital, conseguindo construir a Policlínica Rosemary, hoje Hospital Professor Luiz Soares. Também recebeu o nome do antigo grupo, do qual era o único diretor e começou a trabalhar no Instituto Padre Miguelinho. Uma rua de alecrim também lembra os habitantes de Natal do nome do professor emérito. Não se pode listar aqui tudo o que ele, ao longo de décadas, realizou no Grupo Escolar e no Escotismo. Basta lembrar, nesse sentido, que seus escoteiros começaram precisando, nessas circunstâncias, de ajudar os necessitados em situações calamitosas.

Primeiro, em 1918, na terrível epidemia conhecida como “gripe espanhola”, em um Posto de Emergência, dentro da própria escola, para distribuir remédios e alimentos para o lar. Então, em resposta às pragas da seca de 1919, que teve de ser protegida pelo governo em galpões de palha pouco higiênicos, improvisados ​​em um terreno baldio no Barro Vermelho. Mas Deus protegeu a saúde daqueles jovens.

A Medalha de Anta de Prata criada com a fundação da União dos Escoteiros do Brasil em 1924 e definida nos regulamentos como "a recompensa honorária do mérito mais alto dos escoteiros". Fonte – http://www.escote.org

Nos últimos tempos, Luiz Soares teve a felicidade de receber o prêmio mais alto (e, portanto, muito raro) de um Escoteiro: A Comenda da Anta de Prata, que O general Sir Robert Baden Powell – o criador do Escotismo – reservou para aqueles que, em qualquer lugar do mundo, há anos prestam serviço desinteressado e inestimável à instituição. Aqueles que fizeram da educação infantil e da juventude um verdadeiro apostolado nunca podem ser esquecidos.

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