AGOSTO SEVERO, O PIONEIRO ESQUECIDO

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Gilberto Freyre (1900-1987) Sociólogo, historiador e ensaísta brasileiro, autor do livro Casa Grande & Senzala.

Em 1942, Pernambucan Gilberto Freyre lembrou Augusto Severo, trazendo aspectos interessantes sobre essa figura importante da história potiguar.


um daqueles dias comigo um parente que só sabia pelo nome; Sr. Sérgio Severo
de Albuquerque Maranhão. Vive em Natal – de onde ela raramente vem – mais é uma criança
de um grande nômade Augusto Severo. Um grande nômade que sempre se encantou com
de volta ao seu Rio Grande do Norte, de olho na terra
bebê, bolsas cheias de brinquedos para crianças e presentes para
Mulher e amigos

Augusto Severo – Fonte – MUSÉE DE L´AIR ET DE L & # 39; ESPACE

Durante
Faz tempo que conversamos sobre essa figura romântica dos mil e novecentos,
meio esquecido pelo povo de hoje; mesmo para os mais sensíveis aos encantos
e as vantagens econômicas e militares da aviação. Quando a verdade é
que Augusto Severo deveria estar colecionando honras tão entusiasmadas hoje
como os dirigidos a Santos Dumont.

Para o
grande romântico não era lunático cuja mania voadora se tornou
apreendido de repente; não é um homem rico para quem o balão era apenas um esporte
caro e esnobe. Ele era pobre, mas equilibrado e de boa saúde – um nobre
norte pobre como tantos outros de seu tempo e até hoje – a quem os
O problema do dirigível sempre importou: desde a adolescência. Já
então, andando muito com meu tio e seu primo José Antonio Gonçalves de Mello,
ele costumava contar ao camarada, apontando para os abutres voando sobre o
Coqueiros de Pernambuco: "Você Juca, precisamos encontrar uma maneira de fazer o mesmo."
Parecia uma pena para ele que naquele homem em particular ele ainda era inferior a
abutre.

O Pax, dirigível de Augustus Severus, antes de seu acidente fatal em Paris, França.

Mas é
Sérgio Severo, que agora me dá traços mais característicos da personalidade do
inventor do balão Pax enquanto me enriquecia o material fotográfico
sobre os mil novecentos e cem para o ensaio Ordem e progresso com uma série muito interessante de retratos de
Augusto. Em todos eles, o inventor se destaca pela estatura de nobre eugênico
pela morte de quase oficial do exército europeu através dos olhos romanticamente
preto, pelo rico e magnífico bigode do príncipe cigano que tinha
separado dos ornamentos de ouro para passear pelas ruas de Paris, Rio de Janeiro
e Recife, vestido sobriamente à moda ocidental.

Em 12 de maio de 1952, o cinquentenário da morte de Augusto Severo de Albuquerque Maranhão foi lembrado no Rio Grande do Norte, no Rio de Janeiro. A cerimônia foi comandada por Café Filho, então Presidente da República, e contou com a presença de várias autoridades potiguares. O Centro Norte-rio-grandense estava localizado no 8º andar do Edifício Rio Branco, na avenida homônima, número 257, no centro do Rio de Janeiro.

Esta figura esplêndida de aristocrata
do norte que nos chega de um passado ainda recente todo vermelho desde o próprio
sangue e não o sangue de outras pessoas, está recebendo a atenção de um Gondim de
Fonseca ou Francisco de Assis Barbosa – escritores cujo talento, sensibilidade
e coragem de pesquisa, devemos páginas tão atraentes e lúcidas sobre Santos
Dumont Que eles apreciem a memória ainda viva, as memórias ainda frescas,
as fotografias ainda nítidas, os papéis ainda intactos, as preciosas relíquias,
guardado pelo filho de Augusto Severo em sua casa provincial na Rua
Dr. Barata, em Natal. As lembranças também de Gonçalves de Melo, figura
“Bispo do Tesouro”, aposentou-se recentemente e foi tão
camarada do primo inventor nos dias de sua juventude.

Confesso que fiquei encantado em ouvi-lo
uma tarde inteira Sérgio Severo de Albuquerque Maranhão menciona, em conversa
despretensioso, mas cheio de pitoresco umedecido pelo melhor da ternura do ramo,
vestígios do quase esquecido pioneiro da aviação sul-americana. Traços que nos fazem
não apenas revelam a profundidade, densidade e autenticidade de
"Brasileiro antigo" de Augusto como sua meticulosidade quase medieval de
artesão, sua paciência artística, a habilidade de suas mãos quase gigantes,
para realizar as tarefas mais difíceis e mais finas. Ou simplesmente o mais

Fonte – https://manoelmauriciofreire.blogspot.com/2009/01/biography-of-augusto-severo.html

Ele era um homem descendo a cozinha e
prepare um molho de peixe para o almoço ou um doce tradicional para a sobremesa
do jantar: para pegar o bordado de uma mulher e continuar ou para completá-lo com
cuidado igual. Essa aptidão para bordado delicado e confeitaria,
para artes que geralmente são meninas caseiras ou velhas empregadas sonolentas,
Ele se juntou a ele com uma masculinidade sólida e aventureira de um nortista bem nascido.
Corredor familiar famoso por seus grandes homens de ouro que
arianistas menos ortodoxos não hesitaria em proclamar nórdicos perdidos no
Brasil Tropical, fechando os olhos o ponto de magnólia que nós Albuquerque Maranhão
menos loiras devem se lembrar do sangue remoto dos avós indígenas.

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