A maçã e seus três paraísos As mulecas ficaram surpresas quando eu disse que conheci a maçã, pessoalmente, aos dezoito anos de idade.

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por por François Silvestre

de idade. Final dos anos sessenta em Natal. Essa é a verdade.

Eu vim de três paraísos, onde a maçã foi proibida. Pelo menos para mim e meus irmãos.

Em Viçosa, apenas pelas notícias da Bíblia. Em Martins, tão cheia de frutas na época, a maçã não faltou. Em Caicó, o umbu, ou imbu, e a fenomenal umbuzada governaram

. O Diocesano nunca ousou apresentar a maçã. Nós fomos forçados a ir.

Eu me lembro da primeira maçã. Foi no Mercado Alta, o que pegou fogo, onde hoje existe uma agência bancária. Essa beleza eu conhecia por retratos em livros da escola primária bem na minha frente. Foi uma iluminação vinda da Argentina.

Não deu outro. Como tudo o que vem das pragas dos puertoricanos.

Pegando a primeira mordida, o engano. Essa massa porosa e sem gosto, lembra o sabor neutro das bagas ingá.

Ainda hoje prefiro o sabor dos frutos dos meus miseráveis ​​"paraísos".

François Silvestr e é escritor

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