A interferência da STTU nos semáforos: "Em nenhum lugar do mundo 200 metros de engarrafamentos causam muitos danos", diz a secretária da Prefeitura de Natal

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Foto: Marcelo Barroso

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) esteve presente na manhã desta segunda-feira (16) na Prefeitura de Natal. Apresentado por Walter Pedro, Subsecretário de Portfólio, o gerente estava na ala a convite da Comissão de Finanças, Orçamento, Controle e Inspeção para esclarecer as mudanças no tráfego na capital Potiguara.

cartazes e cartazes instalados nas avenidas Hermes da Fonseca (ao longo da Avenida Alberto Maranyan) e o segundo na Avenida Salgada Filho (próximo à Igreja Ecumênica). Ambas as medidas foram suspensas pela Secretaria na última sexta-feira (13).

Segundo o secretário Walter Pedro, o recuo na decisão do portfólio está relacionado à necessidade de o órgão iniciar um novo debate com a população, explicando ainda mais toda a sociedade em termos de mobilidade urbana, que também determina as necessidades de transporte da cidade.

“A cidade está observando vários corredores de Natal e a situação com travessias de pedestres. Já realizamos intervenções sérias, como corredores exclusivos, e não tivemos a intervenção de pedestres, avaliando que as leis se referem à segurança e ao conforto das pessoas nessa situação e também levando em consideração que, em caso de interferência na rota, o veículo deve ser se mover. Infelizmente, houve uma comunicação falsa nas redes sociais que prejudicou o projeto e nos fez perceber que era necessário um novo debate. ”

Segundo o gerente, a distância entre a faixa próxima à Igreja Universal e a Avenida Amintas Barros é de 350 metros e a instalação da faixa de tráfego / semáforo registrou um aumento máximo de 200 metros no engarrafamento. “Em nenhuma parte do mundo uma cortiça de 200 metros é considerada uma lesão grave. As pessoas que estão no carro não fazem mal, mas os pedestres sim. Em condições de mobilidade urbana, sempre tentamos trabalhar com um impacto mínimo, e os pedestres e veículos estão no mesmo nível. ”

Segundo Walter Pedro, pelo menos 3.000 pessoas usarão a tira diariamente. Em relação ao pódio existente em Salgado Filho, o secretário explicou que o objetivo era ser removido.

Para o presidente da Comissão, membro do Conselho Dinard Torres (PMB), uma vez que o STTU reconhece que um erro na implantação e remoção dos semáforos é uma admissão de que deveria haver um debate preliminar sobre as medidas. O parlamentar usou como base uma pesquisa publicada pelo portal G1, que mostrou que mais de 70% da população aprovava a faixa de pedestres da Avenida Salgado Filho. “No momento, sem dúvida, está ocorrendo precipitação, que está caindo radicalmente, mas esse ainda é um ponto importante, porque abre o debate para a população e, sendo um pedestre, a parte mais importante sobre a qual estamos falando aqui, eles devem ser ouvidos.

O especialista em tráfego, Rubens Ramos, professor da UVRN, defende a instalação de faixas / semáforos. “Os semáforos estão corretos, sim. Esse modelo é usado em São Paulo, onde um pedestre atravessa a rua com proteção de sinal ”, explica. Para um especialista, o uso de um pódio não corresponde ao fluxo da cidade, que é uma alternativa inviável. “O pódio é um obstáculo para o usuário. Ele tira um pedestre da rua, além do comércio, porque não há fluxos humanos, portanto o território da cidade não é uma saída.

Mauricio Gurgel (PSOL), membro do Conselho e membro da Comissão de Finanças, também entende que a iniciativa da comissão é educar o público sobre questões relacionadas ao seu dia a dia. “O STTU reconhece a necessidade de debate com o público e entende que os pedestres devem ser uma prioridade. Esta é uma oportunidade e uma alternativa para atrair tópicos de interesse público, mostrando alternativas para pedestres, ciclistas e, ao mesmo tempo, promovendo movimentos suaves. ”

Conselheiros Aroldo Alves (PSDB), Aquino Negro (PATRIOTA), Felipe Alves (MDB) e Fulvio Saulo (Solidariedade). Representantes de comunidades relacionadas a esse tópico também estiveram presentes, incluindo Francisco Iglesias, da Associação de Amigos da Natureza de Potiguara (Aspoan); Kleberson Melo da Bike Angel Association; e José Canuto, Presidente do Conselho Municipal de Política Ciclística e Associação de Ciclistas do Riu Grande do Norte (Achirn). D

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